Ati Kuña – 4ª Assembléia das Mulheres Guarani-Kaiowá

O primeiro Aty Kuña aconteceu em 2006 em Nhanderu Marangatu, município de Antonio João-MS. Hoje com 11 anos de organização já temos a data marcada para o próximo encontro. O 4° Aty Kuña, a Grande Assembléia das Mulheres Guarani Kaiowá será nos dias 18 a 22 de setembro de 2017 em Kurussu Amba, município de Coronel Sapucaia no estado de Mato Grosso Do Sul. O encontro tem como principal objetivo discutir os Direitos de nós Mulheres Indígenas do Cone Sul de Mato Grosso do Sul, sendo o nosso principal espaço de voz e diagnóstico da realidade que as mulheres Kaiowa e Guarani vivem em seu cotidiano. Fomos expulsos de nossos territórios tradicionais desde a década de 1920, onde fomos colocadas em Reservas Indígenas, com espaço limitado e em confinamento, e hoje lutamos incansavelmente para ter de volta nossos Tekohas, isso gera conflitos intensos com o latifúndio em Mato Grosso Do Sul e com o governo federal que vem privando todos os nossos direitos indígenas, principalmente a Demarcação de nossas terras.

É com muita honra que viemos por meio desta convidar você para estar conosco nestes dias aqui em nosso Tekoha (Terra tradicional) Kurrusu Amba – MS, será muito rico e proveitoso para nós e para o fortalecimento de nossa luta.

Fique atualizado/a seguindo o evento no Facebook (www.facebook.com/atykuna2017)

ENQUANTO HOUVER O SOM DO MBARAKÁ E DO TAKUAPU, VAI TER LUTA.

DEMARCAÇÃO JÁ!

CONSELHO DA ATY KUÑA
E-mail: atykunakuera@gmail.com
Kuña Aranduhá (67)99910-1750
Kuña Poty Rendyju (67) 99841-4185

Ati Kuña – 4ª Assembléia das Mulheres Guarani-Kaiowá

O primeiro Aty Kuña aconteceu em 2006 em Nhanderu Marangatu, município de Antonio João-MS. Hoje com 11 anos de organização já temos a data marcada para o próximo encontro. O 4° Aty Kuña, a Grande Assembléia das Mulheres Guarani Kaiowá será nos dias 18 a 22 de setembro de 2017 em Kurussu Amba, município de Coronel Sapucaia no estado de Mato Grosso Do Sul. O encontro tem como principal objetivo discutir os Direitos de nós Mulheres Indígenas do Cone Sul de Mato Grosso do Sul, sendo o nosso principal espaço de voz e diagnóstico da realidade que as mulheres Kaiowa e Guarani vivem em seu cotidiano. Fomos expulsos de nossos territórios tradicionais desde a década de 1920, onde fomos colocadas em Reservas Indígenas, com espaço limitado e em confinamento, e hoje lutamos incansavelmente para ter de volta nossos Tekohas, isso gera conflitos intensos com o latifúndio em Mato Grosso Do Sul e com o governo federal que vem privando todos os nossos direitos indígenas, principalmente a Demarcação de nossas terras.

É com muita honra que viemos por meio desta convidar você para estar conosco nestes dias aqui em nosso Tekoha (Terra tradicional) Kurrusu Amba – MS, será muito rico e proveitoso para nós e para o fortalecimento de nossa luta.

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ENQUANTO HOUVER O SOM DO MBARAKÁ E DO TAKUAPU, VAI TER LUTA.

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Índios da Bororó saem em defesa de sitiantes e impedem invasão

Por: Flávio Verão - O Progresso - Dourados, 24/07/2017 (foto: Hedio Fazan)

Esta cada vez mais tenso o conflito na região da perimetral norte onde abriga pequenas propriedades rurais, todos vizinhos a aldeia Bororó, em Dourados. Donos de sítios e chácaras ganharam aliados na briga pelas terras. Trata-se de moradores da própria aldeia que se dizem cansados com as invasões provocadas por indígenas que vieram de outros municípios e até de índios de Dourados, mas que seriam da aldeia Jaguapiru.

As duas aldeias são vizinhas uma da outra e estão localizadas entre as cidades de Dourados e Itaporã. No domingo, grupo de aproximadamente 50 indígenas que já ocupam parte de sítios vizinhos a Bororó decidiu invadir à força a chácara Morada do Sol. Houve confronto e três homens da mesma família foram feridos a golpes de facão e de madeira.

A dona da chácara, Beatriz Figueiredo, diz que o conflito teve início por volta das 15h quando o ex-marido e dois genros foram recolher os animais soltos no pasto, sendo surpreendidos por indígenas que os ameaçaram. A partir daí, conforme relatou a proprietária, mais indígenas adentraram a chácara e munidos de facão e pedaços de madeira passaram a bater no ex-marido e nos genros, deixando um deles com o braço quebrado e cortado, sendo necessário passar por cirurgia. O outro teve os dedos das mãos fraturados. “Foi tudo tão rápido, começaram a lançar fogos, rojão, teve até tiros e depois incendiaram o pasto”, disse Beatriz.

A vizinha dela,Tercília Rosa, também teve o sítio ocupado, assim como a propriedade de João Vieira, no entanto, foi na chácara Morada do Sol que o conflito ocorreu, com ameaça de ocupar a residência. Isso só não ocorreu porque indígenas da aldeia Bororó interferiram. “Vamos montar guarda aqui e se preciso será derramado sangue”, disse a Guarani-Kaiowá Rosiane dos Santos.

Ela é uma dos dezenas de indígenas da Bororó que protegem a chácara contra os índios invasores, que segundo ela, são da etnia Terena, sendo parte da aldeia vizinha Jaguapiru enquanto outros vindos de cidades da região como Caarapó, Amambai, Glória de Dourados. “Por causa deles todos os índios são marcados como invasores. Já somos discriminados e isso daí prejudica ainda mais a gente”, disse ela, que fala em nome dos índios que prometem manter acampamento na chácara enquanto o conflito durar. “Esses índios que invadiram os sítios tem carrões, sabemos que alguns são professores, advogados e nem são índio puro”, reiterou Rosiane.

A Polícia Federal compareceu no domingo durante o conflito, mas segundo os sitiantes não adentrou nas terras, ficaram na rodovia. Como houve agressão física, a Polícia Militar entrou. Segundo o comandante Carlos Silva, embora o caso agora seja mais complexo, por envolver conflito de terras e rixa entre comunidades indígenas, sendo o caso de responsabilidade do governo federal, equipes da PM farão rondas no local até o clima aliviar.

A briga pelas terras que está na justiça há um ano e meio passa a ter novo capítulo. Agora são índios contra índios e a rixa passou a ser da etnia Guarani-Kaiuwá contra Terena. Os donos das áreas resistem ficar no local, mas sentem insegurança.