Falta água na aldeia!!!

Uma problemática história que é recorrente na Reserva Indígena de Dourados que caracteriza um desprezo tanto do estado quanto do município e dos órgãos responsáveis pelo saneamento básico da mesma.
Mesmo estando muito próximo a cidade, somente a 5 km, a RDI não tem o que lhe é de direito constitucional, além disso, o respeito aos Direitos Indígenas. De acordo com acadêmico de Direito Gilmar Rios, isto é uma violação dos Direitos `a vida, da sobrevivência digna e portanto uma clara violação aos Direito Fundamentais, onde chegamos!!!!!!!!!
Estamos sem água, algo novamente, uma vergonha, pois ameaça a saúde da população indígena, ou seja a nossa saúde…..Que situacão. 
Mais de 100 famílias estão com as torneiras sêcas, familiares estão recorendo a córregos, açudes de criação de peixe. A água tirada destes locais são usadas para lavar  roupas e louças além dos desejos de lixo. Já que não ocorre a coleta de lixo dentro da mesma.
Temos uma situação grave de saúde pública…onde querem nos levar? Ao extermínio?
Nos respondam autoridades responsáveis!

Índios da Bororó saem em defesa de sitiantes e impedem invasão

Por: Flávio Verão - O Progresso - Dourados, 24/07/2017 (foto: Hedio Fazan)

Esta cada vez mais tenso o conflito na região da perimetral norte onde abriga pequenas propriedades rurais, todos vizinhos a aldeia Bororó, em Dourados. Donos de sítios e chácaras ganharam aliados na briga pelas terras. Trata-se de moradores da própria aldeia que se dizem cansados com as invasões provocadas por indígenas que vieram de outros municípios e até de índios de Dourados, mas que seriam da aldeia Jaguapiru.

As duas aldeias são vizinhas uma da outra e estão localizadas entre as cidades de Dourados e Itaporã. No domingo, grupo de aproximadamente 50 indígenas que já ocupam parte de sítios vizinhos a Bororó decidiu invadir à força a chácara Morada do Sol. Houve confronto e três homens da mesma família foram feridos a golpes de facão e de madeira.

A dona da chácara, Beatriz Figueiredo, diz que o conflito teve início por volta das 15h quando o ex-marido e dois genros foram recolher os animais soltos no pasto, sendo surpreendidos por indígenas que os ameaçaram. A partir daí, conforme relatou a proprietária, mais indígenas adentraram a chácara e munidos de facão e pedaços de madeira passaram a bater no ex-marido e nos genros, deixando um deles com o braço quebrado e cortado, sendo necessário passar por cirurgia. O outro teve os dedos das mãos fraturados. “Foi tudo tão rápido, começaram a lançar fogos, rojão, teve até tiros e depois incendiaram o pasto”, disse Beatriz.

A vizinha dela,Tercília Rosa, também teve o sítio ocupado, assim como a propriedade de João Vieira, no entanto, foi na chácara Morada do Sol que o conflito ocorreu, com ameaça de ocupar a residência. Isso só não ocorreu porque indígenas da aldeia Bororó interferiram. “Vamos montar guarda aqui e se preciso será derramado sangue”, disse a Guarani-Kaiowá Rosiane dos Santos.

Ela é uma dos dezenas de indígenas da Bororó que protegem a chácara contra os índios invasores, que segundo ela, são da etnia Terena, sendo parte da aldeia vizinha Jaguapiru enquanto outros vindos de cidades da região como Caarapó, Amambai, Glória de Dourados. “Por causa deles todos os índios são marcados como invasores. Já somos discriminados e isso daí prejudica ainda mais a gente”, disse ela, que fala em nome dos índios que prometem manter acampamento na chácara enquanto o conflito durar. “Esses índios que invadiram os sítios tem carrões, sabemos que alguns são professores, advogados e nem são índio puro”, reiterou Rosiane.

A Polícia Federal compareceu no domingo durante o conflito, mas segundo os sitiantes não adentrou nas terras, ficaram na rodovia. Como houve agressão física, a Polícia Militar entrou. Segundo o comandante Carlos Silva, embora o caso agora seja mais complexo, por envolver conflito de terras e rixa entre comunidades indígenas, sendo o caso de responsabilidade do governo federal, equipes da PM farão rondas no local até o clima aliviar.

A briga pelas terras que está na justiça há um ano e meio passa a ter novo capítulo. Agora são índios contra índios e a rixa passou a ser da etnia Guarani-Kaiuwá contra Terena. Os donos das áreas resistem ficar no local, mas sentem insegurança.