07 de September - 2010 - 21:35

O Vídeo Índio Brasil está em sua terceira
edição e desta vez vai contemplar mais de cem cidades brasileiras.
Desde 2008 é realizado em Mato Grosso do Sul, estado com a segunda
maior população indígena do país, tendo Campo Grande como cidade sede.
Para apresentar o projeto aos novos municípios (ver mapa em anexo), a
curadoria do VIB optou por unir produções importantes, que já estiveram
na mostra audiovisual em edições passadas, mais filmes inéditos
selecionados entre as 80 inscrições recebidas neste ano. Para as
cidades de MS, que já vêm realizando o Vídeo Índio Brasil - Campo
Grande, Bonito, Dourados, Coxim e Caarapó - uma mostra especial será
exibida, só com inéditos.
A curadoria do Vídeo Índio Brasil 2010 foi composta por Luana Salomão,
produtora cultural; Pedro Ortale, produtor cultural; Bruno Ricartes,
antropólogo; Gilmar Galache, representante indígena e designer; Oscar
Rocha, jornalista e crítico de cinema e Michelle Rossi, jornalista.
Foram selecionados longas e curtas-metragens nas categorias
documentário, ficção e animação, compondo uma diversidade de produções
realizadas por índios e não índios que mostram, por meio do
audiovisual, peculiaridades das culturas indígenas de todo o país.
A programação de abertura para o Brasil e MS, no entanto, será a mesma.
São duas produções: “Já me transformei em imagem”, de Zezinho Yube e
“De volta à terra boa”, de Vincent Carelli, ambas do Vídeo nas Aldeias.
O primeiro filme conta com a participação do povo Hunikui (Kaxinawá),
do Acre, que relata a importância do registro audiovisual para a
perpetuação da história da etnia - do tempo do contato, o cativeiro nos
seringais até o trabalho atual com o vídeo. Outra produção que compõe a
abertura, “De volta à terra boa”, é um registro sobre os Panará que
narram a trajetória do reencontro de seu povo com seu território
original, desde o primeiro contato com o homem branco, em 1973,
passando pelo exílio no Parque do Xingu (MT) até a luta e reconquista
da posse de suas terras.
Os inéditos selecionados, tanto para a nacional quanto para a mostra em
Mato Grosso do Sul, incluem “Mokoi tekoá petei jeguatá – duas aldeias,
uma caminhada”, de Ariel Ortega, Jorge Morinico e Germano Benites
(Vídeo Nas Aldeias) sobre o cotidiano de duas comunidades Guarani na
região sul do Brasil, unidas pela mesma história. Sem matas para caçar
e sem terras para plantar eles dependem da venda de artesanato nas
cidades para sobreviver. “Porahey” é outra produção selecionada: fruto
da oficina do projeto Ava Marandu, com a etnia Guarani, traz recortes
do universo da aldeia Te’yikue localizada em Caarapó (MS).
Um dos curtas-metragens escolhidos é “Kré”, de Francele Cocco, com uma
índia Kaigang que explica as etapas de confecção de cestos e balaios da
etnia, desde a extração de matéria prima até a comercialização em
cidades de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Entre os filmes que traçam um painel das edições anteriores do Vídeo
Índio Brasil, estão “Terra vermelha”, ficção de Marcos Bechis sobre o
conflito de terras dos Guarani-Kaiowá, em territórios indígenas de Mato
Grosso do Sul. “Corumbiara”, de Vincent Carelli, premiado documentário
brasileiro, vencedor do Kikito no Festival de Gramado 2009, denuncia o
massacre dos índios na Gleba Corumbiara - os Akuntsu e Kanoê
(Rondônia). Carelli filma o que resta das evidências e revela a versão
dos índios, duas décadas depois.
Debates e Seminário - A terceira edição do Vídeo Índio Brasil (VIB) vai
contemplar cidades de todos os estados brasileiros. O festival acontece
de 31 de julho a 07 de agosto de 2010 e, além da exibição dos filmes
anunciados, as cidades brasileiras terão debates sobre questões
indígenas e conteúdo das produções exibidas. Em Campo Grande, haverá a
realização do Seminário “A Imagem dos Povos Indígenas no Século 21”
para discutir as novas tecnologias da comunicação e o espaço que o
índio tem na mídia brasileira. Também na Capital de Mato Grosso do Sul
acontecerá a oficina de audiovisual direcionada apenas a índios. Desde
a primeira edição do VIB a oficina vem sendo realizada.
Histórico - O Vídeo Índio Brasil 2010 é patrocinado pelo Ministério da
Cultura, Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural e
Secretaria do Audiovisual. O projeto nasceu de uma mostra
cinematográfica do 4º Festival de Cinema de Campo Grande – FestCine
Pantanal, em 2007, em uma realização do CineCultura. No ano seguinte, o
projeto tomou forma e as duas edições realizadas (2008 e 2009) contaram
com o apoio do Ministério da Cultura, da Secretaria da Identidade e da
Diversidade Cultural e do Fundo Nacional de Cultura. O festival teve
ainda apoio da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Ministério do
Turismo. Em 2008, três cidades participaram do Vídeo Índio Brasil:
Campo Grande, Dourados e Corumbá. No ano de 2009, o projeto ampliou seu
circuito de exibição para sete cidades de MS.
Ypiranga,1229 - Vila São Luiz -Cep. 79825-140 - Dourados - MS - Tel. (67) 3422-2617 begin_of_the_skype_highlighting (67) 3422-2617 end_of_the_skype_highlighting begin_of_the_skype_highlighting (67) 3422-2617 end_of_the_skype_highlighting begin_of_the_skype_highlighting (67) 3422-2617 end_of_the_skype_highlighting begin_of_the_skype_highlighting (67) 3422-2617 end_of_the_skype_highlighting begin_of_the_skype_highlighting (67) 3422-2617 end_of_the_skype_highlighting
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